segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Dói muito mais a distância

Dói muito mais a distância

Meu cachorro meu mordeu sábado. Fui eu quem provocou, ele apenas se defendeu.

Eu sei que eu tava provocando, e acabou machucando sem querer, sabe, mas fiquei bem nervosa na hora. Depois fiquei triste, porque, pôxa, trato tão bem e ele me morde.

Domingo fiquei brigando com ele o dia todo, dizia pra não ficar me olhando, pra não vir perto, que tava de castigo, que enquanto não sarasse a mordida que não falaria com ele.

Ele não sabia do que eu estava falando, mas entendia que não era pra se aproximar. Sei que é insano o que eu fiz, mas estava bem triste por causa da mordida.

Mas quem resiste a uma coisa tão perfeita que é um cachorro?

Pra mim amor pelo meu cachorro tem o mesmo valor que o amor por um amigo, e não estou desmerecendo nenhum dos dois.

Eu adoro animais, sou meio bobona, volto à infância mesmo quando chego perto deles: eu rastejo no chão, brinco de esconde-esconde, gosto de dar carinho, brincar, correr...

O problema é que sou muito emotiva com animais. Choro sempre com histórias deles, porque eles têm a vida bem menor que a nossa, eles se vão tão cedo, a gente nunca está preparada. E eles marcam fases da nossa vida, fases muito importantes. Qualquer dia escrevo sobre elas. Mas tem coisas que até evito pra não sofrer muito, como por exemplo o livro “Marley e Eu”, eu comprei, li, mas quando estava chegando na parte do sofrimento, tentei algumas páginas a mais (umas três apenas) e chorava muito a cada folha, tomei a decisão de fechar o livro e fazer o final que eu quisesse pra ele. O Walcyr Carrasco, que eu adoro muito, seus textos são muito bons, lançou um livro que se chama “Anjos de Quatro Patas”, que eu com certeza comprarei, mas tomarei minha decisão de parar no momento que menos me fizer sofrer.

Loucuras a parte, vou repetir o comercial de ração: SOMOS LOUCOS POR CACHORRO!

OBS.: Eu já perdoei meu cachorro, e tô louca pra chegar logo em casa e abraçar aquele maledeto mordedor!

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